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A ORIGEM DO VAMPIRO

  • Foto do escritor: Tanik - O Observador
    Tanik - O Observador
  • 14 de abr. de 2019
  • 5 min de leitura

De fato, as historias humanas terrestres me fascinam.

Quase me sinto um ser humano terráqueo.

Este mundo, em particular atrai para si as possibilidades de fatos incríveis que somente em alguns mundos deste universo, e de outros, são capazes de chamar minha atenção.

Aprecio também a criatividade dos seres humanos para criar historias com incríveis personagens.

Mas o que todos não sabem é que alguns destes personagens tiveram como inspiração outros seres, de outros mundos.

EU SOU TANIK, O OBSERVADOR!

E agora relato a vocês a verdade secreta sobre a origem de um de seus seres de ficção mais famosos da historia: “O VAMPIRO”


John Polidori

John William Polidori nasceu em 1795 em Londres, filho mais velho de Gaetano Polidori, político e acadêmico italiano emigrado em Inglaterra, e Anna Maria Pierce, governanta Inglesa.

Formou-se medico pela Universidade de Edimburgo em 1815, então com 19 anos, e logo em seguida, em 1816 tornou-se medico pessoal de Lord Byron.


Em certa ocasião em uma casa alugada por Lord Byron próximo ao

Lago de Genebra, na Suíça, ele e o Dr. Polidori encontraram-se com Mary Wollstonecraft Godwin e seu futuro marido, Percy Bysshe Shelley e Claire Clairmont, meia-irmã de Mary.

Era uma noite agradável entre amigos e depois de lerem em voz alta 'Tales of the Dead', uma coleção de contos de horror, Lord Byron sugeriu que cada um escrevesse uma história de terror.

Percy Bysshe Shelley escreveu "A Fragment of a Ghost Story" e escreveu cinco histórias de fantasmas contadas mais tarde por Matthew Gregory ("Monk") Lewis, publicado postumamente no Jornal em Genebra.

Mary Shelley trabalhava em uma historia que mais tarde seria conhecida como “Frankenstein”.

Byron escreveu um rascunho de historia que chamou “Fragmento de um Romance”. Essa historia serviria para Polidori escrever mais tarde seu pequeno conto conhecido como “O VAMPIRO”.

Esse então foi o fato apresentado ao mundo e registrado em livros de historia literária da Terra.

Mas o que ninguém sabe é que em 1810, ano em que John Polidori entrou para a Universidade de Edimburgo, quando em visita ao castelo de Edimburgo no dia 04 de abril presenciou dois fatos que marcaram sua vida.

O primeiro um eclipse solar que o deixou maravilhado.

O outro foi uma figura que também apreciava o eclipse , mas com olhos tímidos e cheios de medo.

Ao aproximar-se sem ser notado pelo homem de pele pálida, corpo magro e esguio, com longos cabelos negros, Polidori disse:

- Senhor? Se sente bem?

Ao se virar lentamente com a cabeça baixa e os olhos fechados, aquele homem respondeu:

- Sim, estou bem! Embora maravilhado com o evento solar que presenciamos não posso deixar de temer o sol de seu mundo. Ele é lindo, mas fatal.

- Como assim? - perguntou Polidori – Ah, entendi! Perdoe-me a indelicadeza. Percebi agora que o senhor é albino e por isso não pode ficar exposto ao sol, e ...

De repente, Jonh Polidori é interrompido por uma gargalhada baixa e tímida do homem à sua frente.

- Perdão, mas pode me dizer por que está a rir? Disse algo engraçado?

- Não, não, meu bom homem! Perdoe agora a minha indelicadeza. Fui rude com o senhor. Permita apresentar-me, me chamo Seizkalar.

- Seizkalar? É um nome bastante incomum, meu bom homem. De que parte do Reino Unido o senhor é?

- Eu venho de muito longe, hã, como disse que se chama?

- Ah, perdão! Chamo-me John William Polidori. Venho da cidade de Londres, Inglaterra.

- Então, John. Posso chama-lo assim? Eu não sou desse mundo John... Eu não pertenço mais a mundo nenhum... Meu planeta natal foi totalmente aniquilado por nossa estrela.

Já estou aqui há bastante tempo, mas creio que não tenho muito tempo de existência.

E ao afirmar isso, Seizkalar abre seus olhos e o mostra a John Polidori. Olhos grandes e vermelhos como rubi.

E John pode notar também caninos protuberantes em sua boca.

- Mas o que é isso? O que é você? – pergunta John com o coração a disparar em pânico.

- Não! Por favor, não tenha medo! – tranquiliza-o Seizkalar - Apesar de minha aparência um tanto horrenda ao seu povo, eu sou inofensivo. Pacifico.

Ao perceber que aquele estranho homem parecia ser sincero, John notara que seu coração de alguma forma retomava rapidamente o ritmo cardíaco normal e começara a ficar mais sereno e tranquilo. De alguma forma notara que a simples presença daquele homem peculiar já não lhe parecia mais tão grotesca e ameaçador.

- Por favor, venha comigo. Quero lhe contar minha historia antes que meu tempo acabe.

Então adentrando o castelo ate um aposento mais seguro, Seizkalar convidou John a sentar-se e compartilhar de um bom licor.

E naquele local seguro Seizkalar confessara a John que veio de outro mundo. Outro planeta muito distante daquele sistema solar. Mais precisamente da constelação de Draco, no céu do norte.

Seizkalar dissera que em seu mundo ele era um explorador. Estava em missão de reconhecimento de alguns planetas próximos em seu próprio sistema planetário. Que já vira uma diversidade de criaturas, vegetais e outros tipos de organismos.

Amava o que fazia.

Mas devido à estrela do seu sistema solar estar no fim da sua existência muitos estavam abandonando seu planeta em outras naves. Mas não conseguiu retornar a tempo para prosseguir em uma nave maior junto de outros como ele. Uma explosão solar imensa fez com que a onda de choque jogasse seu transporte para alem da orbita do planeta onde ele presenciou seu planeta ser engolido pelo seu próprio sol.

Sem ter como voltar e com equipamentos de sua pequena nave avariados só pode ativar o modulo de hibernação e torcer para ser encontrado por alguma nave que fugira da destruição.

Isso se deu a quatrocentos anos do tempo da Terra. Ele aterrissou a pouco menos de 10 anos em um vilarejo próximo.

Devido à sua fisionomia, ele sabia que o confundiriam com alguma espécie de monstro. Sabia que estava preso em um mundo primitivo e extremamente atrasado então passou a viver escondido. Em uma ocasião ou outra conseguiu contato com habitantes locais e ter algum tipo de convívio, mas nada duradouro.

Notou de inicio em sua chegada que tinha algumas “habilidades” alem das humanas locais como força e velocidade, visão, olfato e audição apurada, além de sua simples presença influenciar de alguma maneira o comportamento humano, se assim o quisesse.

Mas havia um problema. Sua fisiologia de outro mundo não suportara a radiação UV por muito tempo. Sua pele não suportava a luz do sol por mais de três horas sem que começasse a ter horríveis queimaduras dolorosas. E com o passar do tempo estas três horas caíram para alguns poucos minutos, mas ainda assim a sua estadia na Terra o contaminou com radiação UV suficiente para mata-lo aos poucos.

Seizkalar e John Polidori tornaram-se bons amigos e por volta de oito meses John visitara seu amigo de outro planeta que lhe contara as mais incríveis historias e curiosidades como, por exemplo, os seus caninos grandes.

Seizkalar dissera que era herança genética de seu povo e que nem todos os habitantes possuíam esse traço primitivo.

No começo do inverno daquele ano Seizkalar pedira a Jonh assim que falecesse que ele queimaria seu corpo, como era costume em seu planeta.

Numa tarde do começo de dezembro Seizkalar faleceu e John atendeu seu desejo.


E então, voltando para aquela noite, naquela casa à beira do lago de Genebra em 1816, quando Lord Byron pediu aos seus convidados que escrevessem historias de terror, John Polidori de repente se lembrou de Seizkalar, seu amigo de outro planeta e resolveu homenagea-lo escrevendo e detalhando o personagem do seu livro, “O Vampiro“ à sua imagem e semelhança.

Então, caro leitor terráqueo, quando um personagem de ficção lhe parecer assim “de outro mundo”, pense um pouco...

. Pode ser que ele exista...

... Realmente

 
 
 

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